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CAD-Telefar

Quem somos?

O Centro Avançado de Tecnologia Digital em Cuidado Farmacêutico CAD-Telefar é uma estrutura integradora vinculada à Faculdade de Farmácia da Universidade Federal de Goiás, dedicada ao desenvolvimento de ações de ensino, pesquisa, extensão, inovação e serviços especializados em cuidado farmacêutico.

O CAD-Telefar reúne laboratórios de pesquisa, núcleos temáticos, projetos e iniciativas voltadas ao desenvolvimento de soluções e estratégias que integrem ciência, tecnologia e cuidado em saúde.

Sua atuação é orientada pela promoção do Uso Racional de Medicamentos, pela qualificação do cuidado farmacêutico e pela ampliação do acesso a serviços especializados, utilizando as tecnologias digitais como ferramentas para fortalecer o acompanhamento dos usuários e contribuir para a melhoria dos resultados em saúde.

História

A história do Centro Avançado de Tecnologia Digital em Cuidado Farmacêutico - CAD-Telefar tem início em 2016, com a criação do Laboratório de Pesquisa em Ensino e Serviços de Saúde (LaPESS), na Faculdade de Farmácia da Universidade Federal de Goiás. Implantado pelos professores Flavio Marques Lopes e Nathalie de Lourdes Souza Dewulf, o LaPESS nasceu com o objetivo de promover a produção científica, o desenvolvimento de projetos de pesquisa e a formação de recursos humanos qualificados, atuando de forma articulada com os cursos de graduação e os programas de pós-graduação da instituição.

Em 2018, com a incorporação da professora Angela Ferreira Lopes à equipe, o laboratório ampliou e consolidou sua atuação como um espaço estratégico de geração de conhecimento, inovação metodológica e qualificação acadêmica. Ao longo de sua trajetória, o LaPESS fortaleceu suas ações por meio da formação discente, da educação continuada de profissionais de saúde, da produção técnica e científica, da captação de recursos e do estabelecimento de parcerias nacionais e internacionais.Com o amadurecimento de suas atividades, o escopo de atuação foi progressivamente ampliado, incorporando ações de ensino, pesquisa, extensão, inovação e prestação de serviços especializados.

Esse processo culminou, no início de 2024, na constituição do Centro Colaborador de Telecuidado Farmacêutico, resultado de uma parceria entre o LaPESS, o Núcleo de Telemedicina e Telessaúde do Estado de Goiás e o Departamento de Assistência Farmacêutica do Ministério da Saúde.

O Centro Colaborador passou a ofertar telecuidado farmacêutico a usuários de medicamentos do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica, com atenção prioritária a pacientes com doenças raras que demandam acompanhamento farmacoterapêutico contínuo, manejo qualificado de eventos adversos e apoio à adesão ao tratamento. A experiência acumulada permitiu o desenvolvimento de protocolos clínicos, a capacitação de profissionais de saúde e a consolidação de um modelo inovador de cuidado, contribuindo para a melhoria da experiência do paciente e para a qualificação do uso de medicamentos.

Ao longo de 2024 e 2025, as atividades continuaram a se expandir, incorporando o acompanhamento farmacoterapêutico de pessoas com hanseníase e tuberculose, além de ações direcionadas a mulheres vivendo com HIV/AIDS.
Em 2025, a atuação também foi fortalecida pela participação no PET-Saúde Digital, por meio do Grupo de Aprendizagem Tutorial – Telecuidado Farmacoterapêutico, e pela inserção em iniciativas voltadas à equidade e à justiça social, como o AfirmaSUS

A ampliação do número de projetos, das linhas de atuação e das articulações institucionais evidenciou a necessidade de uma estrutura capaz de integrar, de forma eficiente e sustentável, as múltiplas dimensões assumidas ao longo dessa trajetória.

É nesse contexto que se consolida o CAD-Telefar como uma nova etapa dessa construção.

Mais do que uma mudança de estrutura, o CAD-Telefar representa a evolução de uma trajetória construída a partir da pesquisa e ampliada pela integração entre ciência, tecnologia, inovação e cuidado farmacêutico.

INFRA CAD



Equipe:

Diretor-Técnico 

Prof. Dr. Flavio Marques Lopes 

Coordenação de Pesquisa (LaPESS)

Profª. Dra. Nathalie de Lourdes Souza Dewulf
Profª Dra. Angela Ferreira Lopes

Farmacêuticos
Ariel Silvestre Freitas
Juscelino Pereira Alves
Ivana Santos Corrêa
Nathania Rodrigues Santiago
Thaissa Costa Cardoso
Cairo Domingos Júlio
Eliane de Vasconcelos Caixeta
Núsia Luísa Barbosa

Técnico Administrativo
Geicy Hellen do Nascimento Chaves


Infraestrutura:
Estágio:

As Diretrizes Curriculares Nacionais dos Cursos de Graduação em Farmácia, de 2017, estabelecem que a formação deve possibilitar uma articulação entre conhecimentos, habilidades e atitudes, sendo estruturada nos eixos de Cuidado em Saúde, Tecnologia e Inovação em Saúde e Gestão em Saúde.
O CAD Telefar é um campo de estágio obrigatório da Faculdade de Farmácia, sendo opção para o “Estágio II - Fármacos, Cosméticos, Medicamentos/Assistência Farmacêutica no SUS” e  “Estágio V - Fármacos, Cosméticos, Medicamentos e Assistência Farmacêutica” da matriz de 2017.


Ensino, Pesquisa e Extensão

LAPESS

O Laboratório de Pesquisa em Ensino e Serviços de Saúde (LaPESS), criado em 2016 na Faculdade de Farmácia da Universidade Federal de Goiás, foi concebido e implantado pelos professores Flavio Marques Lopes e Nathalie de Lourdes Souza Dewulf com o objetivo de promover a produção científica, o desenvolvimento de projetos de pesquisa e a formação de recursos humanos qualificados, atuando de forma articulada com os cursos de graduação e os programas de pós-graduação da instituição.


PET SAÚDE

PET-Saúde I&SD integra o Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde (PET- Saúde), criado em 2007 pela Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde em parceria com o Ministério da Educação, com os objetivos de fortalecer a integração ensino-serviço-comunidade e contribuir com o desenvolvimento da educação profissional, da educação permanente em saúde e dos serviços de saúde do SUS.
Desde 2007, este Programa desenvolve edições que abordam áreas temáticas prioritárias para o SUS, promovendo experiências de aprendizagem contextualizadas às necessidades das populações e dos territórios onde elas vivem.


Serviços de Telecuidado

O que é Telecuidado Farmacêutico?

O Telecuidado Farmacêutico utiliza a tecnologia e a telecomunicação para prestar serviços farmacêuticos à distância, visando aprimorar os resultados em saúde e promover o uso seguro e eficaz de medicamentos. Esta modalidade oferece excelente custo-benefício e amplia o acesso ao acompanhamento especializado, alcançando pessoas em regiões remotas ou com limitações de mobilidade.

Importância

O Telecuidado Farmacêutico vai além de uma inovação tecnológica: ele é um marco na organização da Assistência Farmacêutica no SUS, com benefícios que se estendem a pacientes, profissionais e ao próprio sistema de saúde. Entre seus principais impactos, destacam-se:

Aproximação do cuidado – Reduz distâncias físicas e amplia o acesso, permitindo que usuários recebam acompanhamento qualificado, independentemente de barreiras geográficas.

Fortalecimento da integralidade da atenção – Integra o cuidado farmacêutico a outras áreas da saúde, garantindo acompanhamento contínuo e centrado na pessoa.

Acompanhamento ativo e personalizado – Monitora de forma sistemática a evolução do tratamento, possibilitando ajustes precoces e intervenções oportunas.

Otimização da efetividade terapêutica – Melhora os resultados clínicos ao garantir o uso racional dos medicamentos.

Redução de complicações – Permite a detecção precoce de eventos adversos e a prevenção de desfechos negativos relacionados ao uso de medicamentos.

Melhoria da qualidade de vida – Oferece suporte, acolhimento e segurança ao paciente durante todo o tratamento.

Sustentabilidade do sistema de saúde – Contribui para o uso mais racional de recursos, reduzindo desperdícios e o impacto orçamentário no SUS.


Público atendido

O CAD-Telefar desenvolve ações de telecuidado destinadas a pessoas que vivem com Hipertensão Arterial Pulmonar (HAP), hanseníase, tuberculose e mulheres vivendo com HIV. Essas ações contribuem para o acompanhamento farmacoterapêutico, a promoção do uso seguro e efetivo dos medicamentos e o fortalecimento do cuidado em saúde.
Em constante evolução, o CAD-Telefar busca ampliar progressivamente sua atuação, incorporando, futuramente, o acompanhamento de outras condições de saúde que possam se beneficiar das estratégias de telecuidado e do acompanhamento farmacoterapêutico.

Áreas de atuação

O CAD-Telefar atua na realização dos seguintes processos:

Teleatendimento farmacêutico: prestação de atendimento farmacêutico de forma remota, com o objetivo de orientar e apoiar o paciente em suas necessidades relacionadas ao tratamento medicamentoso.

Acompanhamento farmacoterapêutico: acompanhamento sistemático do uso dos medicamentos e da evolução clínica do paciente ao longo do tratamento.

Monitoramento do tratamento: acompanhamento de aspectos específicos da farmacoterapia, como titulação, efetividade e segurança, de acordo com os protocolos estabelecidos.

Orientação e promoção do uso seguro de medicamentos: fornecimento de esclarecimentos e orientações para apoiar o uso correto, seguro e racional dos medicamentos.

Gestão e organização do cuidado: realização de registros, organização dos fluxos assistenciais e promoção da continuidade do acompanhamento do paciente.

Desenvolvimento e implementação de tecnologias e processos de telecuidado 


Fluxo de atendimento

HAP - Hipertensão Arterial Pulmonar

O serviço de telecuidado farmacêutico ocorrerá após prescrição e dispensação do medicamento Selexipague pelas unidades de saúde responsáveis pela dispensação de medicamentos no âmbito do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica do Sistema Único de Saúde (CEAF). O acolhimento das pessoas com HAP no serviço de telecuidado farmacêutico deverá ocorrer de forma estruturada e fundamentada nas bases da saúde centrada na pessoa, método essencial para o estreitamento do relacionamento entre profissional e paciente.

Neste contexto, recomenda-se que a primeira dispensação seja realizada mediante consulta pré-agendada entre o farmacêutico da Secretaria Estadual de Saúde e o paciente. Nessa ocasião, o paciente será orientado quanto ao uso correto do medicamento, bem como ao processo de titulação, identificação e manejo das reações adversas e o processo de definição da dose de manutenção do selexipague, no âmbito dos serviços prestados pelo CCTF. Também serão apresentadas as formas de acesso ao serviço, incluindo os canais disponíveis e os fluxos assistenciais, como a consulta farmacêutica inicial, o agendamento da data de início do tratamento, a titulação, o manejo das reações adversas e o acompanhamento farmacoterapêutico, conforme figura 1.

Figura 1. Fluxograma para oferta do serviço contendo primeira consulta, processo de titulação e processo de manutenção do uso de selexipague.

Figura 1Figura 1 2


Após o cadastro da pessoa com HAP pela SES de origem e o registro da data de dispensação do selexipague no sistema do Telessaúde, um profissional do CCTF deverá entrar em contato, por mensagem via aplicativos de mensagens eletrônicas instantâneas, para agendar a primeira teleconsulta com o farmacêutico, em até 24 horas úteis, considerando o fornecimento do serviço das 08:00 às 18:00 de segunda à sexta. Nesse contato, o profissional deve se identificar (nome e vínculo com o CCTF), informar os dias e os horários disponíveis para a consulta com o farmacêutico, esclarecer que o atendimento será realizado por videochamada via aplicativos de videochamada, com duração aproximada de 30 a 45 minutos,deve ainda, orientar a pessoa que no momento da teleconsulta a mesma deve estar em ambiente silencioso e com privacidade, com conexão estável de internet, aparelho celular carregado e, preferencialmente, com uso de fones de ouvido. Recomenda-se, ainda, que a pessoa providencie e tenha em mãos a lista de todos os medicamentos em uso, bem como documentos relevantes (i.e.: resultado de exames) para o atendimento. Por fim, deve-se orientar que o início do uso do selexipague deve ocorrer somente após a realização dessa teleconsulta com o profissional Farmacêutico.

O serviço de telecuidado farmacêutico para pessoas com HAP inicia-se com uma consulta para avaliação da farmacoterapia (conforme figura 2), cuja condução deve ser estruturada e orientada pelos preceitos da saúde centrada na pessoa. O farmacêutico deve assegurar comunicação clara, escuta qualificada, respeito às preferências e valores da pessoa, bem como estimular sua participação no processo de cuidado e na tomada de decisão compartilhada.

Durante a primeira teleconsulta farmacêutica, devem ser coletados e/ou confirmados os dados sociodemográficos, avaliados os aspectos relacionados à qualidade de vida e identificados comportamentos associados à não adesão. Deve-se, ainda, realizar o levantamento da história clínica pregressa e da doença atual, incluindo sinais e sintomas, sinais de alerta e agravamento da condição clínica, bem como a história de uso de medicamentos, com a obtenção da lista completa de medicamentos em uso (prescritos e não prescritos), para realização da revisão da farmacoterapia.

Na sequência, o farmacêutico deve orientar sobre o processo de titulação, enfatizando a importância do registro das reações adversas e do contato oportuno com a equipe para sua adequada identificação, caracterização e manejo. Após os esclarecimentos e a resolução de dúvidas, deve-se pactuar com a pessoa a data mais adequada para o início do uso do medicamento, bem como os fluxos de atendimento.

Figura 2. Fluxograma para realização do serviço na primeira teleconsulta farmacêutica.

Figura 2

Contato

E-mail: lapess.ufg@gmail.com

Horário de Funcionamento: 08h às 12h | 14h ás 18h

Endereço: Q. 62 - Praça Universitária, 294 - Setor Leste Universitário, Goiânia - GO, 74605-220
(térreo do prédio da Faculdade de Odontologia-UFG)